APRENDER A VIVER…

Por vezes em nossa vida deixamos o impulso e os medos de mudanças tomarem posse de nós de tal forma que não conseguimos entender o que nos faz mal e nos leva para longe de si mesmo e das pessoas que amamos. 

Não podemos nos dar ao luxo de achar que somos indispensáveis… O que não podemos ser é descartáveis, como nos disse o Papa Francisco.. 

Muitos são os momentos que achamos que somos os maiores e os melhores e as coisas vão deixando as suas fundamentações básicas e vão nos afastando de tudo que vale a pena. 

Sabe que me preocupo com as pessoas que não se sentem amadas ou realizadas em lugar algum? Porque já fui assim e sempre esbarrei com angustia e impaciência cá dentro de meu ser… Sabe quando descobri meu lugar? Quando descobri que onde quer que eu vá levarei comigo meus dramas e neuroses, bem como minhas alegrias e realizações, pois tudo isso não pode ser retirado de mim e tenho que aprender a conviver com tudo isso se quiser ser feliz. 

Muitas são as vezes que nos entregamos a uma luta interior que não leva a nada… Pior que lutamos por coisas tão banais e nos esquecemos de lutar por o que valha a pena e não por coisas que passam “como poeira que o vento balança” nos perdendo de nós mesmos e ficando sem saber o solo que pisamos porque vivemos no “mundo da lua” numa alienação tal que nos leva a lugar algum… 

Creio que devamos sim seguir nossos anseios e desejos, mas temos também que parar de voar, pois o tempo passa de uma forma tão rápida que nos leva a nos perder nesta velocidade de tal forma que nos perdemos por vezes em anseios malucos e enlouquecidos. 

Fico aturdido quando ouço as pessoas pedirem orações para que acertem seus “voos”, mas fico também assoberbado por demais ao perceber que querem alçar voo, mas não olham a biruta (instrumento que mostra a direção do vento para aeronaves), mas sim se “embirutecem” no afã de quererem a felicidade a todo custo, mesmo que para isso machuquem machucando-se. 

A direção da felicidade, aprendi nos meus 55 lindos anos de vida, é tão reta e certa… Mas gostamos de pegar atalhos e nos perdemos tal e qual quando a gente quer fazer o caminho mais fácil e acaba por ter que “colocar o rabinho no meio das pernas” e voltar atrás e tudo recomeçar.  

Quando aprenderemos a seguir avante sem ficar olhando para trás? 

Basta tomarmos atenção; ou, como diz o povo amado nordestino, “tomar tento” e seguir olhando tudo que ainda se pode fazer e não ponderar demais o que se pode perder para seguir rumo ao ideal de ser felizes…  

Trace metas pra sua vida e não se perca em meio às tentações que o mundo possa lhe oferecer… 

 

Com um beijo de Jesus, pelos lábios de Maria e no abraço do ponderado José: 

 

Eu… Aquele que conhece muita gramática (pelo que ouço do povo santo e li nos livros), mas que tem pouca prática (só 55 anos): 

 

Pe. Delair Cuerva, fmdp 

By | 2019-04-26T16:51:18-03:00 abril 26th, 2019|Artigo|0 Comments

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