Ao olhares as estrelas deixa-as inibidas com suas luzes reluzentes de tantas mágoas e tristezas

“Ao olhares as estrelas deixa-as inibidas com suas luzes reluzentes de tantas mágoas e tristezas; deixai passar o eclipse solar e deixai que as trevas de segundos se tornem alegrias e certezas eternas”.

Frase certeira, não?

Reporta-nos a pensar que as coisas funestas passam e que as alegres e felizes devem permanecer…

Por vezes precisamos parar de olhar as trevas e ou pensar que tudo que não é como queremos sejam trevas; por vezes aparentam ser  por conta de não serem como queremos ou planejamos, mas se tornam luzes se permitirmos que se façam luzes… Pior é quando pegamos as luzes e as transformamos em trevas pelo nosso egoísmo ou vaidade que devoram as luzes verdadeiras diante de nós.

Quando olharmos as estrelas do mundo, mesmo que não a possamos refletir, a deixemos brilhar com seu brilho próprio que nem sempre precisa de meu olhar ou de minha admiração; por vezes as pessoas podem brilhar mais que eu.

Não é porque eles não brilham de meu modo que não possam iluminar os caminhos de algum transeunte em nossa vida ou em nossas “trombadas”… Não é com meu brilho que elas brilham e muitas vezes não precisam de meu brilho para brilharem e nem de minhas considerações fúteis e vazias ou que se esvaziam em meu voraz modo de viver que só pensa em si.

As estrelas brilham comigo ou “sem migo”… Não é porque eu não queira que elas deixarão de brilhar.

Minhas mágoas e tristezas podem ofuscar o modo que eu vejo os brilhos dos outros, mas não quer dizer que as farei deixar de brilhar… Somente se eu não quiser ver seu brilho ou meu egoísmo for tão grande que não permita que outros vejam seus brilhos.

Temos que saber esperar passar este eclipse solar ou simplesmente arrancar de nossa visão tamanhas “remelas” que nós mesmos colocamos por não querermos  enxergar o que está diante de nós… Não somos eternos e nem insubstituíveis.

Nossa voracidade deveria ser para brilhar e levar outrem a brilhar também, mas nos travamos em nossas mazelas de tal forma que impedimos e não brilhamos deixando o mundo escurecido pelo nosso modo egoísta de viver.

Quando usarmos das trevas que temos para poder dar força para a luz que habita em nós seremos mais fortes e firmes na luz maior e eterna que brilha em nosso ser e poderá, por nós, habitar nos outros.

Com um beijo de Jesus, que é a luz, pelos lábios de Maria, mãe da luz e no abraço de José, homem que manteve a luz chegando suave em seu coração…

 

Pe. Delair S. Cuerva.

By | 2018-02-18T16:09:57+00:00 fevereiro 18th, 2018|Artigo|0 Comments

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